Fonte: Diário Comércio Indústria e Serviços

Boa parte dos recursos no exterior que voltarão ao Brasil com a anistia à repatriação será canalizada para a compra de imóveis de luxo. Alexandre Villas, diretor-presidente da Imóvel A, butique do Grupo Lopes, prevê que somente na cidade de São Paulo deverão ser injetados diretamente no mercado imobiliário de luxo cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos seis meses, para investimento e uso próprio. “Outros R$ 25 bilhões devem chegar ao mercado imobiliário de São Paulo, no médio prazo, em aquisição de terrenos, incorporações, fundos imobiliários, imóveis corporativos e outras operações imobiliárias de grande porte”, diz.

Mercado já sente o movimento
Ainda de acordo com informações de Alexandre Villas a esta coluna, casas e apartamentos em regiões nobres têm preferência daqueles que pretendem imobilizar o capital repatriado, devido à alta liquidez, valorização e resiliência do mercado de luxo em São Paulo – com preços entre R$ 5 milhões e R$ 30 milhões. Estima-se que cerca de US$ 650 bilhões de recursos de brasileiros no exterior poderão voltar ao País. “Já estamos atendendo vários clientes que se preparam para aplicar esse recurso adicional. Esse movimento vai se intensificar nos próximos meses”, ressalta Villas.

Ganhos compensarão tributos
A unidade de negócios especializada no atendimento de investidores da Imóvel A percebe nos clientes a expectativa  de ganhos altos no mercado imobiliário por causa do câmbio favorável para a repatriação e preços depreciados dos imóveis. Por isso, Alexandre Villas acredita que não será forte a concorrência com o mercado financeiro pelos recursos novos. No longo prazo, a tendência é de queda no rendimento das aplicações, por conta da esperada queda dos juros. “O ganho dos imóveis de luxo promete mais do que compensar os tributos e multas da repatriação.”

Indústria 4.0
Liderados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 23 representantes de empresas e instituições brasileiras desembarcam em Berlim neste dia 10 para visitar polos de referência em inovação e manufatura avançada, ambiente em que as tecnologias digitais tornam a produção industrial mais inteligente. A ideia é buscar negócios bilaterais, parcerias com instituições de ponta em indústria 4.0. O grupo visitará plantas industriais de empresas como a Siemens, Bosch e Telekom. A imersão passará pela capital alemã e também pelas cidades de Amberg, Stuttgart e Frankfurt.

Economia verde
A economista Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), representou o Brasil no Chennai 2016 – WBCSD Council Meeting, evento semestral do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês), que termina hoje em Chenai (Índia). Participaram empresas do mundo todo que devem se colocar como parceiras vitais para o alcance das metas de sustentabilidade expressas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados em 2015, pela ONU.

Iniciativas transformadoras

A VR Projetos está aberta a receber novos projetos para captar recursos através da iniciativa privada e de pessoas físicas. Estes precisam ter impacto sociocultural e estar aprovados pelo Ministério da Cultura ou do Esporte. Até agora, mais de 21 mil pessoas – a maioria crianças de escolas públicas – foram beneficiadas através de 11 projetos realizados pela VR Projetos Culturais e Sociais Transformadores. São iniciativas que incentivam a leitura, sustentabilidade, alimentação saudável, escola de música clássica, educação de trânsito, educação financeira, inclusão social, teatro, gastronomia, cinema e esporte. Através do patrocínio de diversas empresas e pessoas físicas, via Lei Rouanet e Lei de Incentivo ao Esporte, cidades de oito estados receberam a Estante de Histórias, Sacola Literária, ONG Doutorzinhos, Conexão Verde, Piquenique Literário, Biblioteca Itinerante, Orquestra Maré do Amanhã, Esporte Legal, Futsal Social, Ciência Divertida Brasil e o Cinema Itinerante.

Pães com gosto de Europa

Com a sofisticação do consumo nos grandes centros do País, o casal Lucía e Marcos Vogel decidiram empreender em pães artesanais e especiais, de origem europeia, e criaram a Premium Bread. A loja acaba de ser inaugurada em São Paulo e tem capacidade para produzir três toneladas de massa por dia. Desde fevereiro, funciona em um galpão de 500m² totalmente reformado,  localizado no bairro de  Santo Amaro. “O setor de pães artesanais pré-assados e congelados é muito forte na Europa, mas está ainda começando no Brasil, um país com grande potencial de expansão para os nossos produtos”, diz Lucía sobre a escolha do negócio. A proposta é oferecer pães artesanais pré-assados e congelados para restaurantes, mercados ou hotéis, preservando a textura, o sabor e aroma de um pão feito na hora. Para isso, a empresa importou o maquinário para panificação, vindos da Alemanha, Suíça e Portugal. Dentre as matérias primas, o Levain, para uma fermentação lenta e natural.

Liliana Lavoratti, editora-fechamento
liliana@dci.com.br