Fonte: Ademi

É o que apurou em outubro a pesquisa trimestral da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e Kantar TNS Brasil, empresa global de pesquisa de mercado. O levantamento, feito entre os dias 20 e 28 do mês passado, ouviu mil pessoas de 18 a 65 anos, sendo a maioria do sexo masculino.
A decisão de evitar novos empréstimos está diretamente ligada a três fatores, segundo a pesquisa: a inflação alta; o endividamento elevado; e o desemprego – ou o medo dele. Para 93% dos entrevistados, a inflação influencia a decisão de tomar crédito. E 68% não está seguro de que vai manter o emprego
Apenas 16% dos consultados disseram que pretendem contrair crédito. Dentro desse universo, 34% disseram que o empréstimo pretendido será para aquisição de um imóvel.
Ou seja, engrossarão a estatística do crédito direcionado. A maior parte, 36% deverão tomar empréstimo pela modalidade crédito consignado. Outros 30% pretendem comprar um automóvel e 34% planejam recorrer ao Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
A pesquisa revela ainda que 63% dos entrevistados confessaram já estarem endividadas. Os 37% restantes estão livres de dívida. Dos que admitiram já estarem endividados, 73% estão pendurados no cartão de crédito e 27% disseram estar pagando prestações por meio de carnês.
Outros 12% estão pagando financiamento de carro; 11% se endividaram no mercado imobiliário e iguais 11% têm compromissos a serem honrados no Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Apenas 2% dos endividados se prenderam por uma operação de leasing e 20% tem algum outro tipo de dívida.
 
Otimismo
Pela primeira vez desde que começou a ser realizada, em outubro de 2014, a pesquisa trimestral da Acrefi e Kantar TNS revelou aumento do otimismo.
No levantamento realizado no mês passado, 34% das mil pessoas entrevistadas disseram acreditar que o Brasil está de volta aos trilhos, caminhando na direção certa, depois das últimas medidas econômicas anunciadas. O porcentual está 11 pontos acima do registrado em junho, embora ainda esteja 4 pontos abaixo do verificado em 2014.
O otimismo cresceu especialmente em questões relacionadas à oferta de crédito, crescimento do País e taxas de juros. Em outubro, 44% dos consultados disseram que a situação do crédito tende a piorar mais.
Em junho a situação do credito iria piorar na avaliação de 57% do total de pessoas consultadas. A economia deverá crescer para 35% das pessoas ouvidas ante 32% dos ouvidos na pesquisa de junho.
Ao mesmo tempo, o consumo das famílias devem piorar para 45% do universo abordado pela pesquisa enquanto que no levantamento anterior 66% dos entrevistados apostavam na deterioração do consumo das famílias. A taxa de juros de piorar para 53% dos ouvidos, abaixo dos 68% que acreditavam na pesquisa de junho que os juros iam aumentar.
Corrupção
Quando perguntados sobre como veem a corrupção no País, 60% dos entrevistados disseram não acreditar que a corrupção diminuirá depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Outros 25% do universo pesquisado acredita que corrupção deve diminuir e 15% não souberam responder.