Fonte: Correio de Uberlândia

Não são poucos os sociólogos e estudiosos da explosão demográfica em capitais e cidades estratégicos brasileiras que têm alertado os executivos públicos sobre os problemas presentes e futuros gerados por crescimento populacional sem controle. Nos últimos tempos, a construção de conjuntos residenciais pelo programa Minha Casa Minha Vida tem servido de motivação para atrair novos candidatos a uma “casa própria” na cidade. Na esperança de resolver o problema de habitação para as denominadas famílias sem-teto, o ex-prefeito Odelmo Leão, ao deixar a Prefeitura em dezembro de 2002 após concluir o segundo mandado, anunciou ter construído mais de 15 mil casas populares em Uberlândia.

O atual prefeito Gilmar Machado tem anunciado que construiu mais de 10 mil casas em quatro anos. Nem um nem outro resolveu o problema habitacional nesta cidade. Segundo alguns estudiosos da problemática habitacional popular, cada família contemplada com uma casa atrai para a cidade, pelo menos, mais três parentes ou aderentes com a intenção de também conquistar uma casa de morar subsidiada pelo Governo. Hoje, segundo estatística da Prefeitura local, há perto de 40 mil candidatos a uma casa do programa Minha Casa Minha Vida.

Neste momento, há nova ocupação de uma área urbana que, segundo a informação do CORREIO de Uberlândia, pode ter sido planejada. Em vários estágios, “chega a 60 o número de áreas urbanas e rurais invadidas em Uberlândia neste ano”, segundo o CORREIO.

INVASÕES

“A última invasão aconteceu entre a noite de sexta-feira (25) e tarde de segunda, quando mil famílias (cerca de 2,5 mil pessoas) começaram a construir de barracos em uma área de 12,1 hectares localizada às margens da rodovia BR-050, próximo ao Parque do Sabiá, no bairro Custódio Pereira, zona leste da cidade”. Seria o embrião de nova “Invasão Gloria”.

PROBLEMA SOCIAL

Ainda segundo o CORREIO, “as famílias são lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Marcos Oliveira é um dos coordenadores locais do MTST e afirma que a ocupação é formada por moradores de Uberlândia e de cidades da região e que anteriormente moravam de aluguel”. O problema é social e se agrava com intervenções políticas.

AÇÕES POLÍTICAS

O crescimento demográfico desorganizado e acionado por ações políticas aumenta os problemas sociais para toda a população da cidade porque estrangula os serviços de saúde, educação e segurança, principalmente, e dificulta qualquer planejamento municipal para gerar empregos e renda. Este problema terá de ser enfrentado pelo futuro prefeito.