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Dicas
para você não entrar em desespero
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Milhões
de brasileiros estão endividados. Caíram na
armadilha do “crédito fácil”, acharam
que um empréstimo era um bom investimento,
que o cartão de crédito era uma ótima opção
para gastar e pagar contas, que o banco era
seu amigo e os considerava ótimos clientes,
por isso lhe deu cheque especial, cartão,
financiamentos, empréstimos e portanto usaram
todos estes recursos, sem pensar nas conseqüências.
Bem, se você é um destes milhões de
brasileiros e está totalmente endividado,
usando o limite do cartão para cobrir dívidas
de lojas, usando o cheque especial para cobrir
despesas de casa, tirando um empréstimo para
quitar outro, com contas atrasando, se os
juros estão multiplicando suas dívidas mês
a mês, as cartas e ligações telefônicas de
cobrança e ameaças de seus credores não
param, seu nome já foi para o SPC e SERASA ou
está prestes a ir e você já não consegue
dormir, não consegue pensar, não sabe o que
fazer, certamente sabe sobre do que estou
falando.
Começa o desespero. Você está deixando de
pagar contas importantes, como seguro do
carro, colégio das crianças, condomínio, água,
luz e deixando de comprar produtos necessários
para sua família, pois está tentando tapar o
buraco dos juros e dos juros sobre juros.
Se você continuar cedendo, aceitando
renegociações e pagando mais juros sobre as
dívidas, os meses e anos passarão, você
gastará uma fortuna, talvez tenha que vender
o carro e a casa, destruindo o patrimônio
conquistado ao longo de anos de esforço além,
é claro, o orçamento da sua família, e
ainda continuará devendo.
Talvez seja o momento de você dar um basta
na situação.
Quando as dívidas com juros começam a
corromper o orçamento e prejudicar a subsistência
da família, e você tem que escolher entre
sobreviver ou pagar juros, a melhor escolha
é sobreviver.
Portanto, é melhor parar de pagar estas dívidas
que não param de crescer e parecem eternas e
dedicar seus rendimentos apenas para pagar as
dívidas básicas (moradia, alimentação,
luz, água, etc).
Abra uma poupança e guarde tudo o que sobrar
no final do mês. Esta reserva será muito
importante para você poder começar a ajeitar
sua vida e saldar as dívidas com seus
credores.
Dever não é crime, quanto mais se sua dívida
se originou da cobrança dos juros absurdos
que são cobrados no Brasil e o pagamento
destas dívidas está prejudicando a subsistência
de sua família.
Bem, agora é hora de respirar e começar a
enfrentar esta nova realidade.
Nos primeiros dias, você começará a receber
uma avalanche de cartas e telefonemas de seus
credores. As ligações são feitas sem
respeitar horário ou local. Eles ligam para o
seu telefone residencial, celular e para
qualquer telefone que saibam onde você pode
estar ou de alguém que possa conhecer você.
Eles vão infernizar a sua vida. É o trabalho
deles! Vão ligar dia e noite e vão fazer
ameaças: - Seu nome vai para o SPC e SERASA!
Vamos entrar com um processo e um oficial de
justiça vai na sua casa com dois policiais
tirar seus bens! Você vai ser preso! Etc
Não se intimide com estas ameaças, na
maioria dos casos não passam de simples
“ameaças”.
Bem, em relação ao SPC e SERASA, não
precisa nem de ameaça. Se você não pagar a
dívida, a chance de seu nome ser cadastrado
é de 99,9%. Mas existe um lado bom nisso:
você não vai mais fazer dívidas, pois não
terá crédito no mercado. Terá que comprar
tudo à vista e aprender a controlar seu orçamento.
Quanto às ligações para seus telefones,
evite aborrecimentos! Eles têm o direito de
ligar para o seu telefone, mas você tem o
direito de não atender. Portanto, no celular,
basta bloquear a ligação e no telefone fixo
coloque um identificador de chamadas ou, em último
caso, troque o telefone e coloque em nome de
outra pessoa. Ninguém é obrigado a ficar
ouvindo desaforos e ameaças de um funcionário
mal educado e que é pago para agir desta
maneira.
Os bancos, cartões de crédito, financeiras e
outras instituições do gênero não costumam
entrar com ações de cobrança judicial,
apenas em casos em que há um bem financiado
(automóvel, máquina, etc) ou de grandes dívidas,
e mesmo neste último caso, somente entram com
ação de cobrança quando têm certeza que o
devedor tem dinheiro ou bens para pagar.
Imagine se estas instituições financeiras
tivessem que entrar com ações para cada
pessoa que deve (dezenas de milhões de
pessoas). Seria o caos, certamente reduziriam
em muito sua margem de lucro, pois teriam que
gastar com advogados e custas processuais
(valores que são pagos para entrar com o
processo na justiça) verdadeiras fortunas,
sendo que grande parte dos devedores não tem
bens para pagar, e mesmo que tenham, não vale
a pena ter que estar correndo atrás de bens
para levar a leilão e toda a burocracia da
justiça.
Portanto, o melhor, mais rápido, barato e
eficiente negócio para eles é colocar o nome
do devedor no SPC e SERASA e infernizar a sua
vida através de empresas de cobrança que
ficam ligando dia e noite e fazendo ameaças.
Estas empresas somente recebem em cima do que
conseguem cobrar (normalmente seus "honorários"
são de 10% do que conseguem tirar do
devedor).
Assim não há gastos com advogados ou com a
justiça. Há somente lucro, porque as
instituições financeiras só pagam 10% em
cima do que for recuperado.
Em relação à ameaça de prisão,
lembre-se: Dever não é crime! E você não
ficou devendo por que quis, mas sim porque
teve que fazer uma escolha entre pagar os
juros absurdos cobrados ou colocar o alimento
na mesa para sua família.
Mas ATENÇÃO aos seus direitos: Eles têm
o direito de cobrar (ligar e mandar cartas),
mas o direito deles vai até onde começa o
seu. Portanto, cobranças que começam a
incomodar você, que sejam em lugares ou horários
impróprios não são permitidas e você pode
buscar a Justiça para limitar estes abusos.
Eles também não podem ligar para seu
trabalho, para familiares ou vizinhos,
tampouco fazer você passar vergonha, isto é
crime! (Leia mais em "É
crime fazer o devedor passar vergonha")
Agora, passados alguns meses, você vai começar
a colocar a sua vida em ordem e procurar os
credores para quitar às dívidas.
Veja o quanto você conseguiu guardar na
poupança (lembre-se de fazer a poupança,
isto é muito importante, ou estes conselhos não
servirão para nada). Faça uma listagem dos
credores, em ordem da maior para a menor dívida.
Comece pela menor. Entre em contato e veja a
possibilidade de acordo com um bom desconto
para pagamento à vista. Se não obtiver
sucesso, passe para o próximo.
Coloque os mais flexíveis no topo da lista.
Negocie com um de cada vez, e só aceite a
proposta se for para pagamento à vista, com
um bom desconto e que o valor caiba dentro do
seu orçamento. (novos parcelamentos somente
nos casos em que você tenha certeza de que são
um "ótimo" negócio, em relação
à dívida)
Não tente fazer acordos com vários credores
ao mesmo tempo, a não ser que suas economias
permitam que você consiga quitar as dívidas
à vista.
Não tenha pressa, você se endividou ao longo
de meses (ou anos) e não será da noite para
o dia que irá resolver “todas as suas dívidas”.
Todavia, lembre-se de ter disciplina e força
de vontade. Você tem que economizar e tem que
correr atrás de seus credores para quitar as
dívidas!
Assim, a médio prazo, você conseguirá
saldar todas as suas dívidas e poderá começar
uma vida nova.
Agora vai um último conselho: Não
adianta limpar o nome e começar a gastar
novamente, seja consciente com o quanto você
ganha e o quanto pode gastar, tenha os pés no
chão e nunca "dê o passo maior que a
perna", assumindo algo que não poderá
pagar sem folga no orçamento, e viva bem, sem
preocupações, sem desespero e sem dívidas.
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